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Porque me ameaço e faço promessas que são tão esquecidas como as coisas que nada nos dizem?

Meto-me entre a espada e parede e confronto-me com aquilo que é a verdade.

- A verdade é aquilo que nós queremos fazer dela.

Portanto, enquanto viver a verdade, enquanto não esconder que fura e perfura,
Come e consome, não há nada mais real.


Empurro-me e bato com a cabeça na parede.


Pergunta: E quando o real e a veracidade das coisas não é viver mas apenas existir?

- E que mal tem se quando me atiro à mercê de outro é quando me sinto bem?

Se o peso da outra imagem ainda abraça dolorosamente o meu coração e é mais válida que a solidão?

Não há prejuízo para ninguém senão para mim própria.

Se isto é existir, então que seja.

Pois não conheço o sabor do viver sem o Pecado.

Nem outro qualquer poderia ter o mesmo gosto.



Pergunta: Sabes que um círculo não passa disso?

- E quando o círculo é a única coisa que nos faz sentir vivos?



Pergunta: Um viver a morrer ou um morrer para viver?

- Pronto… confesso.

Morro para viver.

Mato a lealdade, a honestidade,
As regras e os princípios.

No fundo, mato quem sou para poder viver, perdão, existir.


Pergunta: De que te vale morrer para existir se podes viver para viver?

- Porque já não me recordo o que é isso.

Ninguém me ensinou como viver depois das ruínas.

E sempre é mais fácil existir entre elas do que ter viver e inventa-las novamente.
©2009 ~Itah
:iconitah:

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"Seems we're bound by the laws of the same routine"

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January 13
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