Porque me ameaço e faço promessas que são tão esquecidas como as coisas que nada nos dizem?
Meto-me entre a espada e parede e confronto-me com aquilo que é a verdade.
- A verdade é aquilo que nós queremos fazer dela.
Portanto, enquanto viver a verdade, enquanto não esconder que fura e perfura,
Come e consome, não há nada mais real.
Empurro-me e bato com a cabeça na parede.
Pergunta: E quando o real e a veracidade das coisas não é viver mas apenas existir?
- E que mal tem se quando me atiro à mercê de outro é quando me sinto bem?
Se o peso da outra imagem ainda abraça dolorosamente o meu coração e é mais válida que a solidão?
Não há prejuízo para ninguém senão para mim própria.
Se isto é existir, então que seja.
Pois não conheço o sabor do viver sem o Pecado.
Nem outro qualquer poderia ter o mesmo gosto.
Pergunta: Sabes que um círculo não passa disso?
- E quando o círculo é a única coisa que nos faz sentir vivos?
Pergunta: Um viver a morrer ou um morrer para viver?
- Pronto
confesso.
Morro para viver.
Mato a lealdade, a honestidade,
As regras e os princípios.
No fundo, mato quem sou para poder viver, perdão, existir.
Pergunta: De que te vale morrer para existir se podes viver para viver?
- Porque já não me recordo o que é isso.
Ninguém me ensinou como viver depois das ruínas.
E sempre é mais fácil existir entre elas do que ter viver e inventa-las novamente.















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